The good, the bad and the ugly: the tale of an ever-growing aneurysm

Autores

  • António Duarte Vascular Surgery, Heart and Vessels Department, Unidade Local de Saúde Santa Maria, Lisbon, Portugal; CCUL @RISE, Faculty of Medicine, University of Lisbon, Av. Prof. Egas Moniz MB, 1649-028 Lisbon, Portugal https://orcid.org/0000-0002-3867-6730
  • Alice Lopes Vascular Surgery, Heart and Vessels Department, Unidade Local de Saúde Santa Maria, Lisbon, Portugal; CCUL @RISE, Faculty of Medicine, University of Lisbon, Av. Prof. Egas Moniz MB, 1649-028 Lisbon, Portugal; Lisbon Academic Medical Centre, Lisbon, Portugal https://orcid.org/0000-0002-1957-7614
  • Ana Luísa Silva Vascular Surgery, Heart and Vessels Department, Unidade Local de Saúde Santa Maria, Lisbon, Portugal
  • Pedro Amorim Vascular Surgery, Heart and Vessels Department, Unidade Local de Saúde Santa Maria, Lisbon, Portugal; Lisbon Academic Medical Centre, Lisbon, Portugal
  • Luís Mendes Pedro Vascular Surgery, Heart and Vessels Department, Unidade Local de Saúde Santa Maria, Lisbon, Portugal; CCUL @RISE, Faculty of Medicine, University of Lisbon, Av. Prof. Egas Moniz MB, 1649-028 Lisbon, Portugal; Lisbon Academic Medical Centre, Lisbon, Portugal https://orcid.org/0000-0003-4310-9324

DOI:

https://doi.org/10.48750/acv.685

Resumo

Contexto: O crescimento do saco aneurismático constitui uma preocupação crescente após uma reparação endovascular da aorta (EVAR) e o principal motivo de reintervenção. Apesar do diagnóstico e intervenção atempados, alguns casos de crescimento persistente do saco aneurismático obrigam a uma investigação mais aprofundada.  

 

Caso clínico: Trata-se de um doente de sexo masculino de 68 anos referenciado à consulta externa de Cirurgia Vascular por um aneurisma da aorta abdominal infrarrenal de 71mm de diâmetro, assintomático. Destaca-se tabagismo crónico, DPOC grave e uma prostatectomia e radioterapia local prévias. Devido à anatomia favorável e um risco cirúrgico elevado para reparação aberta, foi submetido a um EVAR aorto-bi-ilíaco em 2019. O seguimento a um ano não mostrou endoleaks nem crescimento do saco. Em 2024, devido a um crescimento significativo do diâmetro do saco para 91 mm, uma angioTC urgente mostrou endoleaks tipo IA e tipo II. Neste contexto, foi implantado um cuff fenestrado "custom-made". Apesar da selagem adequada, sem complicações nos vasos-alvo, o doente foi admitido de urgência 5 meses após a reintervenção com dor abdominal e lombar súbitas, com franca leucocitose e aumento dos parâmetros inflamatórios. A angioTC de urgência mostrou um saco de 105mm de diâmetro e densificação periaórtica, com aparente endoleak tipo II. O doente foi medicado empiricamente com meropenem e linezolide e submetido a uma conversão por via aberta com preservação do enxerto e remoção do trombo, com aneurismorrafia. Foram isoladas estirpes de Mycoplasma hominis no saco aneurismático e trombo. O doente teve alta sob levofloxacina e doxiciclina. O seguimento a um mês não revelou sinais de recidiva.

 

Discussão: Na ausência de fontes claras de endoleak, a infeção pode ser a causa de mais de 20% de crescimento oculto. Em doentes frágeis, como neste caso, a evacuação do saco com aneurismorrafia podem ser uma alternativa à explantação do enxerto.

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Publicado

2026-06-23

Como Citar

1.
Duarte A, Lopes A, Silva AL, Amorim P, Mendes Pedro L. The good, the bad and the ugly: the tale of an ever-growing aneurysm. Angiol Cir Vasc [Internet]. 23 de junho de 2026 [citado 23 de junho de 2026];22(1):33-6. Disponível em: https://acvjournal.com/index.php/acv/article/view/685

Edição

Secção

Caso Clínico