KINKING DE RAMO DE EVAR — DIAGNÓSTICO INTRA-OPERATÓRIO

Autores

  • Andreia Coelho Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 
  • Miguel Lobo  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho, Portugal
  • Clara Nogueira  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 
  • Jacinta Campos  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 
  • Rita Augusto  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 
  • Nuno Coelho  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 
  • Ana Carolina Semião  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho
  • João Pedro Ribeiro  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho
  • João Paulo Peixoto  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho
  • Alexandra Candedo  Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto 

DOI:

https://doi.org/10.48750/acv.231

Palavras-chave:

Aneurisma da aorta abdominal, Procedimentos endovasculares, Oclusão de enxerto vascular

Resumo

Introdução: O kinking de ramo de endoprótese subsiste como uma das principais causas de intervenções secundárias e re-hospitalização após a reparação endovascular de aneurisma abdominal. No entanto, a importância de otimizar a permeabilidade dos ramos é pouco abordada na literatura. A própria definição de kinking não é clara, com considerável variabilidade na literatura relativamente à apresentação clínica e história natural. O objetivo deste trabalho é realizar uma revisão da literatura focada no diagnóstico intraoperatório de kinking de ramo.

Métodos: Uma revisão de literatura foi realizada na base de dados MEDLINE.

Resultados: Existem diversos métodos de imagem descritos na literatura para diagnóstico de kinking de ramo, com vantagens e desvantagens. A angiografia final é realizada por rotina após a remoção de fios-guia rígidos, mas é considerada um método inadequado de determinar ramos de endoprótese em risco de kinking/trombose. A tomografia computadorizada de feixe cónico demonstrou ser uma opção viável tanto para planeamento de EVAR como para avaliação final intraoperatória para detetar complicações desvalorizadas na angiografia final. O EcoDoppler, a medição de gradiente de pressão e a ultrassonografia intravascular também foram propostas como adjuvantes na avaliação intraoperatória de ramos de endoprótese.

Discussão: A padronização dos critérios para o diagnóstico de kinking hemodinamicamente significativo é necessária para definir os doentes que poderão beneficiar de intervenções adicionais para reduzir o risco de trombose de ramo. São necessários mais estudos para aumentar a consciencialização para esta complicação, que pode levar à trombose de ramo de EVAR e à perda de membro, a fim de estabelecer um diagnóstico e um protocolo de follow-up adequados.

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Publicado

2020-08-05

Como Citar

1.
Coelho A, Lobo M, Nogueira C, Campos J, Augusto R, Coelho N, et al. KINKING DE RAMO DE EVAR — DIAGNÓSTICO INTRA-OPERATÓRIO. Angiol Cir Vasc [Internet]. 5 de agosto de 2020 [citado 8 de janeiro de 2026];16(2):87-91. Disponível em: https://acvjournal.com/index.php/acv/article/view/231

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